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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

London Bridge



A Ponte de Londres ou London Bridge foi provavelmente a primeira e única ponte que durante mais de 1700 anos atravessava o Rio Tâmisa da cidade de Londres!

Sendo actualmente parte da A3, uma das muitas vias que ligam a cidade, a sua história remonta ao início do século I, tendo sido construída,  destruída e reconstruída enumeras vezes ao longo dos tempos.
A construção inicial terá sido em madeira por volta do ano 43, em substituição de um já antigo e estratégico pontão militar Romano. No extremo norte desta viria a desenvolver-se mais tarde a cidade de Londinium.
Conta a história que uma das vezes em que a ponte foi destruída, terá sido por ordem do Rei Ethelred I, que no ano de 1013 viria a ordenar que a incendiassem no intuito de dividir as forças Dinamarquesas aquando das suas invasões. London Bridge seria então reconstruída ainda antes do virar do século. A nova ponte, também esta em madeira, não iria durar muitos anos e em 1091 a sua estrutura seria seriamente danificada numa grande tempestade, obrigando à sua quase total reconstrução. Novamente a sua existência seria curta e quarenta e cinco anos mais tarde voltaria a ser destruída, foi em 1136, num grande incêndio que também terá destruído uma grande parte da cidade.
Foi em 1176 o Rei Henrique II ordenou a sua reconstrução, desta vez em pedra, assim como a construção de uma capela no meio da seu tabuleiro. Nela foram ainda construídos edifícios, alguns com sete andares, e mais de 138 lojas, tendo sido então considerada um dos locais mais importantes de Londres.
Assim se manteve a London Bridge durante quase 600 anos. A margem sul chegou a ser muito famosa quando neste período era utilizada para exposição de cabeças decapitadas dos traidores, na altura conservadas em alcatrão.
Em 1722, o congestionamento era tanto e tornou-se tão grave que a sua travessia poderia chegar a demorar horas, motivo pelo qual foi então decretado que a circulação da mesma passasse a ser feita pelo lado Oeste,  para quem se dirigisse para norte em direcção à cidade, e pelo lado Este para quem fosse em direcção ao sul. Esta tem sido sugerida como uma possível teoria para a origem do tráfego na Grã-Bretanha seja feito pelo lado esquerdo.
Em 1758 todas as casas e lojas na ponte foram então demolidas por ordem do Parlamento, tendo sido alvo de alterações para que a navegação de navios de grande porte fosse facilitada.
A partir de então London Bridge terá sido alvo de grandes obras, até se tornar aquilo que podemos ver hoje, muito diferente da sua arquitectura inicial.
Actualmente a beleza desta ponte talvez esteja mais na sua própria história e pelas histórias que ela tem para nos contar de longo de tantos séculos.

Abraços Londrinos!

 

 London Bridge - actualemte com 5 faixas
 de rodagem e uma sexta de ciclovia

London Bridge iluminada.
(imagem gentilmente cedida pelo Google)

London Bridge em 1682
(imagem gentilmente cedida pelo Google)


domingo, 21 de outubro de 2012

Covent Garden



Tendo-se tornado desde os tempos mais remotos um centro de comércio e de referência, Covent Garden Piazza, é hoje um dos mais importantes centros de atracção turística de Londres.

Descobertas aqui feitas em escavações recentes revelaram vestígios de uma civilização Romana, tendo sido o centro de uma importante cidade comercial chamada Lundenwic, que se terá desenvolvido no local em 600dc. Esta terá sido deslocada nos séculos seguintes, acabando mesmo por desaparecer da região.
Existem documentos que mais tarde, nos anos de 1200, fazem menção a um jardim propriedade dos Monges de Beneditinos da Abadia de St. Peter, do Convento de Westminster - The Covent Garden.

O actual edifício do centro da praça de Covent Garden,  foi projectado em 1632 por Inigo Jones inspirado no estilo Italiano da época,  tornando-se em 1666, resultado do grande incêndio de Londres, num célebre mercado de flores, frutas e legumes,  mantendo-se activo durante mais de três séculos, até ao ano de 1974. Existem, curiosamente, documentos que datam de Maio de 1662 que fazem referência a shows de entretenimento de rua.

Os shows de entertenimento de rua são ainda hoje um  importante motivo de atracção a quem visita Covent Garden, transformando este espaço num verdadeiro circo ao ar livre, onde malabaristas, mágicos, músicos, faquires, palhaços... interagem com o público, fazem as delicias e trazem boa disposição de todos os que por ali passam.

Actualmente Covent Garden é visito por mais de 30 milhões de turistas todos os anos:  alberga museus e casas de teatro em seu redor, como por exemplo o histórico e famoso Royal Opera House; tem mais de 60 bares, pubs e restaurantes, entre os quais o Rules Restaurant, um dos mais célebres do mundo e considerado um dos dez melhores Londres - fundado em 1798 por Thomas Rules,

Covent Garden tem uma estranha capacidade de despertar todos os nossos sentidos: as decorações modernas que contrastam com o místico dos edifícios, o cheiro de iguarias que nos abrem o apetite e nos trazem água à boca... tornando o acto de degustação quase obrigatório... As gentes que ali passam e que nos cumprimentam com um sorriso de bem-estar e satisfação, as luzes e sons que nos envolvem... Tudo isto deixa-nos com uma estranha sensação de viagem no tempo sem orientação, e uma inquieta vontade de desvendar tudo que Covent Garden tem para nos oferecer...

Abraços Londrinos!






 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Ida à praia.

Na passada Sexta-feira decidi ir ver o mar!  A pouco mais de 50kms de Londres ficam muito perto uma da outra as vilas de Lancing e Worthing.
A viagem foi de comboio, o que resultou numa pequena aventura...
Na bilheteira adquiri um pass de ida e volta por £25, e pelo sim pelo não, deverá ter pensado e muito bem o funcionário da bilheteira, vender-me um bilhete que me permitia chegar ao destino por qualquer itinerário. E com razão!
Saí da estação de London Bridge em direcção a Lancing, com escala em Haywards Heath numa viagem de 1h 22 min, nada de mais simples. O problema aconteceu quando tive de fazer escala para trocar de comboio e as informações disponíveis nesta estação eram muito escassas. Informou-me um revisor que teria que apanhar naquela mesma linha o próximo comboio e que este estaria mesmo a chegar - Óptimo, pensei eu, - isto está a correr bem! Já cómodamente instalado depois da troca, numa carruagem de verdadeiro luxo em classe standard, eram informados os passageiros por um pequeno LCD que o comboio seria separado em duas partes e das estações onde este iria para até chegar ao seu destino final... Separado em dois? Ok, eles lá sabem o que isso quererá dizer!
O comboio arranca, o mesmo monitor informa que a próxima paragem será em Clayton... o que pelos meus cálculos não demorariamos a lá chegar. Logo depois desliga-se o monitor durante bastante tempo... muito tempo... e eu aceso de curiosidade do local que estaríamos a passar, ligo o Google Maps e peço a localização: Surpresa! mudei de linha, Clayton ficou bem para trás e o comboio onde seguia teria como destino Hastings... O meu primeiro pensamento foi para o tal revisor, na cabeça não me faltaram nomes que o caracterizassem... o segundo pensamento foi sair na próxima estação, pois o meu destino era mesmo Lancing e onde iria encontrar-me com um amigo, o ultimo pensamento foi que teria de informar-me como chegar a Lancing e que teria de adquirir novo pass...
Nada disso: assim que o comboio pára dirijo-me ao revisor, mostro-lhe o meu bilhete, digo-lhe para onde quero ir e que não entendi como ali fui parar. Este simpaticamente esclarece-me que o comboio onde fiz escala diviu-se em dois, sendo que as carruagens da frente seguiram para Lancing e as detrás mudaram o seu destino para Hastings e esta separação efectuou-se em andamento uns minutos antes de Clayton... informou-me também que o pass que eu adquiri em London Bridge me permitia apanhar um novo comboio a partir dali e que com ele eu até podia naquele dia dar a volta a Inglaterra para chegar a Lancing! Menos mal... e lá apanhei novamente o comboio, desta vez não se separava em partes, e depois de parar em todas estações a apeadeiros lá cheguei ao meu destino com cerca de trinta minutos de atraso do tempo inicialmente previsto.

E já em Lancing, tinha ainda umas horas até me encontrar com o João Ferreira, um amigo de longa data e que como eu, outro tuga, que veio à doze anos procurar de uma vida melhor em terras de sua majestade. Aproveitei as horas para um belo passeio à beira mar até chegar a Worthing, para matar saudades daquele cheiro a água salgada, da praia, e esta que não tinha areia... as praias por aqui são feitas de rochas e pedras em tons cinzentos...
Com esta pequena aventura já a minha barriga estava a dar sinal com falta de alimento e tentei, entre tanta oferta procurar um restaurante típico onde pudesse almoçar. Escolhi "The Rose & Crown Tavern" em Worthing para saciar a minha fome e descansar um pouco. Com um acolhimento que ainda não tinha visto desde que cheguei a Inglaterra, e com a ajuda de uma simpática waitress, sim, pois o meu inglês ainda continua no nível básico, lá escolhi um Fish Pie acompanhado com verduras e uma sobremesa de deixar água na boca! Fica a recomendação...

O dia foi muito bem passado, reencontrei um amigo com quem pude meter a conversa em dia, falar de Portugal, de trabalho e das expectativas que tenho na minha nova vida.

Abraços Londrinos!







domingo, 30 de setembro de 2012

M&M aos montes!!!

Um destes dias descobri uma loja fantástica, invejem-se os mais gulosos! Nada mais nada menos do que quatro andares do paraíso M&M...
Encontramos de tudo, desde utensílios de cozinha até a elegantíssimos óculos, passamos por brinquedos e brincadeiras e  claro tudo da marca... Existe também o quarto das princesas, dos guerreiros, e de outras figuras que fazem a delicia de todos os que lá entram.
E não poderiam deixar de existir os fantásticos M&M!!  Podemos comprar ao kilo, de todos as cores e com montes de sabores e recheios diferentes...
Um destes dias vou lá voltar, e até estou a mesmo a pensar em tornar-me cliente habitual  :)

Abraços Londrinos!








terça-feira, 18 de setembro de 2012

Domingo - dia de passeio!

Logo de inicio, quando ia ainda sem um rumo propriamente definido, deparei-me com um casal que mesmo junto à escadaria de acesso à Nacional Gallery, angariava fundos de uma forma algo original. No chão desenharam bandeiras de vários países. Os transeuntes, surpreendidos com a originalidade da obra de arte, paravam para procurarem a bandeira do seus país de origem e lá está... deixarem a tal da moedinha! Ora, nem é mal pensado, considerando que Londres tem actualmente entre os 12 milhões e os 14 milhões de habitantes e é das cidades mais cosmopolitas que existe . Nela cruzam-se povos, culturas e religiões, e são falados no seu território mais de 300 idiomas! Assim a ideia deste casal, torna-se à partida bastante lucrativa, e fazendo uma cálculo superficial, digamos que nessa noite, nem  terão jantado mal!

Segui o meu rumo, decidido a visitar a tão famosa torre, considerada um dos mais importantes cartões de visita de Londres -  A Torre do Big Ben.
Ao contrário que muitos pensam, Big Ben não é o famoso relógio nem mesmo a sua torre. O nome do relógio é Tower Clock, e Big Ben  foi o nome pelo qual foi baptizado o sino, com mais de 3 metros de altura e 13,5 toneladas, que foi instalado em 1859 na torre do Palácio de Westminster.
A Torre Big Ben, foi renomeada este ano como "Elizabeth Tower" em homenagem à Rainha Isabel II pela comemoração do seu Jubileu de Diamante - os 60 anos da sua coroação.

Já de regresso a minha atenção foi atraída para a entrada de um edificio, The Household Cavalry Museum, que além de museu, é onde funcionam também as instalações da cavalaria da Guarda Real The Queen's Life Guard. Os visitantes podem visitar e conhecer a história passada e presente desta Guarda, assim como assistir e participar na maior parte das funções que os militares executam nas suas tarefas diárias, tornando assim este espaço num museu interactivo, vivo e real. 

Abraços Londrinos!